Updated: Dec 17, 2020

O Universo é um ser vivo que se expande e se contrai ao impacto de forças inimagináveis, num continuum infinito.


Tudo quanto se movimenta traduz ação, portanto, vida imanente em desenvolvimento.


Eis por que a vida se encontra em toda parte, demonstrando ser incoercível.


Desde as expressões vibratórias mais primárias até as colossais, ei-la em crescimento e qualificação que transcendem a qualquer observação, por mais profunda que seja.


O ser humano encontra-se no pináculo da vida desde o momento que pode pensar e entender os designíos que dizem respeito ao existir.


A partir dos primeiros ensaios moleculares, até o estabelecimento equilibrado de todas que dão forma e compreensão ao ser humano, a vida alcançou um dos harmônicos e belos estágios do processo de evolução.


A energia que reuniu os inumeráveis segmentos que se transformaram em órgãos até alcançar a arte de pensar, entender e cocriar é, como definiram os Espíritos do Senhor, “o princípio inteligente do Universo”, conforme a resposta da questão de número 23 de O Livro dos Espíritos.


Esse princípio, portanto, representa a fase inicial da experiência criadora que jamais cessará de desenvolver os inconcebíveis conteúdos que lhe jazem em potência gigantesca.


A vida humana, pois, é bênção que o ser alcança no seu processo de evolução, através de mutações, de atividades incessantes para alcançar a plenitude nessa viagem descomunal da imortalidade.


Nada perece, pois que tudo se encontra em movimento, mesmo que não perceptível, rumando em direção do finalismo que lhe está destinado, e deve ser alcançado a esforço pessoal, o que representa, no conceito do Evangelho de Jesus, a conquista do Reino dos Céus.


Assim sendo, não existe a morte, a destruição, no que diz respeito ao aniquilamento, mas sim contínuas transformações dentro de um esquema adrede traçado, no qual a presença do que se denomina caos faz parte do processo.


Os sentidos físicos são muito pobres para perceberem a grandeza e majestade do fenômeno a que se chama vida, especialmente a de natureza humana, que desafia os seus mais cuidadosos investigadores, em razão da sua complexidade infinitamente sutil – o Espírito –, a semimaterial – que é o perispírito – e o corpo material, em uma interpenetração energética de grande intensidade.


Quando a organização física deixa de receber a força mantenedora que vem do Espírito, dá-se o afrouxamento dos liames perispirituais e a separação do princípio inteligente. Este fenômeno, a morte, é uma fase para a reestruturação dos valores do Espírito durante a vilegiatura material.


Retorna às origens, envolto no invólucro perispiritual, no qual estão impressas as ondas vibratórias do comportamento moral que o capacitam ao acesso de patamar superior ou repetição da experiência por intermédio de nova investidura carnal.


A libertação da roupagem celular dá lugar a consequências compatíveis com as qualidades morais de que se fez utilitário o Espírito imortal.


Morrer constitui a separação dos invólucros materiais e a desencarnação, quando há a separação dos despojos em processo de transformação na química inorgânica da Natureza ou dos fatores que produziram o fenômeno, libertando o Espírito.


Assim sendo, morte é transferência de vibração ou de onda, nas quais se movimentam os seres.


Cada qual vive no campo energético a que faz jus, o que propicia felicidade ou desdita.


Essa é a razão pela qual a vida exige uma ética para ser experienciada por todos os indivíduos.


O desenvolvimento intelecto-moral do Espírito ocorre através de etapas terrenas e espirituais, quando aprende a compreender a realidade da vida.


Por tal razão, as leis que regem o Universo estabelecem códigos e programas que facultam a aprendizagem e desenvolvem os potenciais divinos que se encontram adormecidos no cerne da energia vital.


Quando esses códigos são vivenciados dentro dos padrões estabelecidos, novos desafios surgem e abrem horizontes mais amplos, que proporcionam bem-estar e estímulo para a continuação do processo.


No sentido oposto, quando não se valorizam as lições existenciais, permanece-se nas faixas primevas, entre os instintos agressivos e as possibilidades emocionais não utilizadas.


A reencarnação é o recurso precioso que a Vida oferece a todos que rumam na busca da plenitude.


Primordial, a Lei de Amor é a base de todas as demais, por ensejar a ampliação do conhecimento, e controle nas manifestações ambientais e sociais, que servem de escola para a conquista de si mesmo, já que é do interior que partem os impulsos e as emoções.


Essas leis sustentam a do Progresso, que favorece com a de Justiça, de Trabalho, de Solidariedade, de Perdão, de Destruição...


Periodicamente, o aprendiz deste educandário, que é a Terra, é chamado a prestar contas dos recursos que lhe foram confiados e de como foram ou não aplicados devidamente.


Trata-se da morte, transferência de onda existencial, a fim de serem conferidas as atividades a que cada qual esteve submetido.


Todos os seres vivos periodicamente experimentam essa inevitável transformação, que é uma etapa da imortalidade.


É natural que, durante a sua ocorrência, aqueles que se encontram no convívio carnal experimentem a ausência das afeições que se fizeram estabelecer, mediante a estrutura da afetividade, na família, na convivência social e espiritual...


Essa saudade que fere os sentimentos pode e deve ser superada ante a certeza do reencontro que se dará oportunamente, quando da partida de quem ficou e agora seguiu ao Mais-além.


Não te deixes abater ou retirar o teu sentido existencial quando alguém amado for convidado a retornar antes.


Prossegue amando e recordando os momentos felizes que viveste ao seu lado e faze o bem em sua memória, maneira eficaz de demonstrar-lhe a gratidão pelas dádivas que foram fruídas ao seu lado.


A morte é inevitável experiência para a conquista da perenidade.


Não a lamentes nem a louves.


Respeita-a e prepara-te para o teu momento.


Mesmo Jesus, o Divino Construtor do Planeta, utilizou-se de um corpo tangível para depois experimentar o fenômeno da morte e ressurgir em gloriosa forma de luz.


...Enquanto isso, ama e opera no bem, crescendo para Deus.

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco na sessão mediúnica do dia 27 de agosto de 2020, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.)

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O melindre – filho do orgulho – propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral.


Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.


O melindre gera a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los.


Essa alergia moral demonstra má-vontade e transpira incoerência, estabelecendo moléstias obscuras nos tecidos sutis da alma.


Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser.


Basta ligeira observação para encontrá-la a cada passo:


É o diretor que tem a sua proposição refugada e se sente desprestigiado, não mais comparecendo às assembleias.


O médium advertido construtivamente pelo condutor da sessão, quanto à própria educação mediúnica, e que se ressente, fugindo às reuniões.


O comentarista admoestado fraternalmente para abaixar o volume da voz e que se amua na inutilidade.


O colaborador do jornal que vê o artigo recusado pela redação e que se supõe menosprezado, encerrando atividades na imprensa.


A cooperadora da assistência social esquecida, na passagem de seu aniversário, e se mostra ferida, caindo na indiferença.


O servidor do templo que foi, certa vez, preterido na composição da mesa orientadora da ação espiritual e se desgosta por sentir-se infantilmente injuriado.


O doador de alguns donativos cujo nome foi omitido nas citações de agradecimento e surge magoado, esquivando-se a nova cooperação.


O pai relembrado pela professora das aulas de moral cristã, com respeito ao comportamento do filho, e que, por isso, se suscetibiliza, cortando o comparecimento da criança.


O jovem aconselhado pelo irmão amadurecido e que se descontenta, rebelando-se contra o aviso da experiência.


A pessoa que se sente desatendida ao procurar o companheiro de cuja cooperação necessita, nos horários em que esse mesmo companheiro, por sua vez, necessita de trabalhar a fim de prover a própria subsistência.


O amigo que não se viu satisfeito ante a conduta do colega, na instituição, e deserta, revoltado, englobando todos os demais em franca reprovação, incapaz de reconhecer que essa é a hora de auxílio mais amplo.


O espírita que se nega ao concurso fraterno somente prejudica a si mesmo.


Devemos perdoar e esquecer se quisermos colaborar e servir.


A rigor, sob as bênçãos da Doutrina Espírita, quem pode dizer que ajuda alguém? Somos sempre auxiliados.


Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente.


Todos nós aí comparecemos, antes de tudo, para receber, sejam quais forem as circunstâncias.


Fujamos à condição de sensitivas humanas, convictos de que a honra reside na tranquilidade da consciência, sustentada pelo dever cumprido.


Com a humildade não há o melindre que piora aquele que o sente, sem melhorar a ninguém.


Cabe-nos ouvir a consciência e segui-la, recordando que a suscetibilidade de alguém sempre surgirá no caminho, alguém que precisa de nossas preces, conquanto curtas ou aparentemente desnecessárias.


E para terminar, meu irmão, imagine se um dia Jesus se melindrasse com os nossos incessantes desacertos...

Autor: Cairbar Schutel (Espírito)

Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

Livro: O Espírito da Verdade cap. 58 - O filho do orgulho

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LEMBRANDO ALLAN KARDEC

Depois de se dirigir aos numerosos missionários da Ciência e da Filosofia, destinados à renovação do pensamento do mundo no século XIX, o Mestre aproximou-se do abnegado João Huss e falou, generosamente:


– Não serás portador de invenções novas, não te deterás no problema de comodidade material à civilização, nem receberás a mordomia do dinheiro ou da autoridade temporal, mas deponho-te nas mãos a tarefa sublime de levantar corações e consciências.

A assembleia de orientadores das atividades terrestres estava comovida. E ao passo que o antigo campeão da verdade e do bem se sentia alarmado de santas comoções, Jesus continuava.


– Preparam-se os círculos da vida planetária a grandes transformações nos domínios do pensamento. Imenso número de trabalhadores no mundo, desprezando o sentido evolucionário da vida, crê na revolução e nos seus princípios destruidores, organizando-lhe movimentos homicidas. Em breve, não obstante nossa assistência desvelada, que neutralizará os desastres maiores, a miséria e o morticínio se levantarão no seio de coletividades invigilantes. A tirania campeará na Terra, em nome da liberdade, cabeças rolarão nas praças públicas em nome da paz, como se o direito e a independência fossem frutos da opressão e da morte. Alguns condutores do pensamento, desvairados de personalismo destruidor, convertem a época de transição do orbe em turbilhão revolucionário, envenenando o espírito dos povos. O sacerdócio organizado em bases econômicas não pode impedir catástrofe. A Filosofia e a Ciência intoxicaram as próprias fontes de ação e conhecimento!…


É indispensável estabelecer providências que amparem a fé, preservando os tesouros religiosos da criatura. Confio-te a sublime tarefa de reacender as lâmpadas da esperança no coração da humanidade.


O Evangelho do Amor permanece eclipsado no jogo de ambições desmedidas dos homens viciosos!… Vai, meu amigo. Abrirás novos caminhos à sagrada aspiração das almas, descerrando a pesada cortina de sombras que vem absorvendo a mente humana. Na restauração da verdade, no entanto, não esperes os louros do mundo, nem a compreensão de teus contemporâneos.


Meus enviados não nascem na Terra para serem servidos, mas por atenderem às necessidades das criaturas. Não recebem palmas e homenagens, facilidades e vantagens terrestres, contudo, minha paz os fortalece e levanta-os, cada dia… Muitas vezes, não conhecem senão a dificuldade, o obstáculo, o infortúnio, e não encontram outro refúgio além do deserto. É preciso, porém, erigir o santuário da fé e caminhar sem repouso, apesar de perseguições, pedradas, cruzes e lágrimas!…


Ante a emoção dos trabalhadores do progresso cultural do orbe terrestre, o abnegado João Huss recebeu, a elevada missão que lhe era conferida, revelando a nobreza do servo fiel, entre júbilos de reconhecimento.


Daí a algum tempo, no albor do século XIX, nascia Allan Kardec em Lyon, por trazer a divina mensagem.


Espírito devotado, jamais olvidou o compromisso sublime. Não encontrou escolas de preparação espiritual, mas nunca menosprezou o manancial de recursos que trazia em si mesmo. E, como se quisera demonstrar que as fontes do profetismo devem manar de todas as regiões da vida para sustentáculo e iluminação do espírito eterno, embora no quadro dos grandes homens do pensamento, estimou desferir os primeiros voos de sua missão divina na zona comum onde permanece a generalidade das criaturas. Consoante a previsão do Cristo, a Revolução Francesa preparara com sangue o império das guerras napoleônicas.


Enquanto os operários da cultura moderna lançavam novas bases ao edifício do progresso mundial, o grande missionário, sem qualquer preocupação de recompensa ou exibicionismo, dá cumprimento à tarefa sublime. E foi assim que o século XIX, que recebeu a navegação a vapor, a locomotiva, a eletrotipia, o telégrafo, o telefone, a fotografia, o cabo submarino, a anestesia, a turbina a vapor, o fonógrafo, a máquina de escrever, a luz elétrica, o sismógrafo, a linotipo, o radium, o cinematógrafo e o automóvel, tornou-se receptor da Divina Luz da Revivescência do Evangelho.


O discípulo dedicado rasgou os horizontes estreitos do ceticismo e o plano invisível encontrou novo canal a fim de projetar-se no mundo, atenuando-lhe as sombras densas e renovando as bases da fé.


Alguns dos companheiros de luta espiritual, embora em seguida às hostilidades do meio, recebiam aplausos do mundo e proteção de governos prestigiosos, mas emissário de Jesus, no deserto das grandes cidades, trabalhava em silêncio, suportando calúnias e zombarias, vencendo dificuldades e incompreensões.


Ao fim da laboriosa tarefa, o trabalhador fiel triunfara.


Em breve, a Doutrina Consoladora dos Espíritos iluminava corações e consciências, nos mais diversos pontos do globo.


É que Allan Kardec, se viera dos círculos mais elevados dos processos educativos do mundo, não esquecera a necessidade de sabedoria espiritual. Discípulo eminente de professores consagrados, como Pestalozzi, não esqueceu a ascendência do Cristo.


Trabalhador no serviço da redenção, compreendeu que não viera à Terra por atender a caprichos individuais e sim aos poderes superiores da vida.


Sua exemplificação é um programa e um símbolo. Conquistando a auréola dos missionários vitoriosos, não se incorporou à galeria dos grandes do mundo, por que apenas indicasse o caminho salvador à humanidade terrestre.


Allan Kardec não somente pregou a doutrina consoladora; viveu-a. Não foi um simples codificador de princípios, mas um fiel servidor de Jesus e dos homens.


Autor: Espírito Irmão X (Humberto de Campos). Médium: Francisco Cândido Xavier. Livro: Doutrina Escola. Lição nº 05. Página 29.

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