JESUS PARA O HOMEM


“E achado em forma como homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”

(Paulo. FILIPENSES, CAPÍTULO 2, VERSÍCULO 8.)


O Mestre desceu para servir,


Do esplendor à escuridão...


Da alvorada eterna à noite plena...


Das estrelas à manjedoura...


Do infinito à limitação...


Da glória à carpintaria...


Da grandeza à abnegação...


Da divindade dos anjos à miséria dos homens...


Da companhia de gênios sublimes à convivência dos pecadores...


De governador do mundo a servo de todos...


De credor magnânimo a escravo...


De benfeitor a perseguido...


De salvador a desamparado...


De emissário do amor a vítima do ódio...


De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...


De celeste pastor a ovelha oprimida...


De poderoso trono à cruz do martírio...


Do verbo santificante ao angustiado silêncio...


De advogado das criaturas a réu sem defesa...


Dos braços dos amigos ao contato de ladrões...


De doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte...


Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para

sempre!


Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino?


Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Pão Nosso, mensagem 62.

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Antes da reencarnação, no balanço das responsabilidades que lhe competem, a mente, acordada perante a Lei, não se vê apenas defrontada pelos resultados das próprias culpas.


Reconhece, também, o imperativo de libertar-se dos compromissos assumidos com os sindicatos das trevas.


Para isso partilha estudos e planos referentes à estrutura do novo corpo físico que lhe servirá por degrau decisivo no reajuste, e coopera, quanto possível, para que seja ele talhado à feição de câmara corretiva, na qual se regenere e, ao mesmo tempo, se isole das sugestões infelizes, capazes de lhe arruinarem os bons propósitos.


Patronos da guerra e da desordem, que esbulhavam a confiança do povo, escolhem o próprio encarceramento na idiotia, em que se façam despercebidos pelos antigos comparsas das orgias de sangue e loucura, por eles mesmos transformados em lobos inteligentes;


Tribunos ardilosos da opressão e caluniadores empeçonhados pela malícia pedem o martírio silencioso dos surdos mudos, em que se desliguem, pouco a pouco, dos especuladores do crime, a cujo magnetismo degradante se rendiam, inconscientes;


Cantores e bailarinos de prol, imanizados a organizações corrompidas, suplicam empeços na garganta ou pernas cambaias, a fim de não mais caírem sob o fascínio dos empreiteiros da delinquência;


Espiões que teceram intrigas de morte e artistas que envileceram as energias do amor, imploram olhos cegos e estreiteza de raciocínio, receosos de voltar ao convívio dos malfeitores que, um dia, elegeram por associados e irmãos de luta mais íntima;


Criaturas insensatas, que não vacilavam em fazer a infelicidade dos outros, solicitam nervos paralíticos ou troncos mutilados, que os afastem dos quadrilheiros da sombra, com os quais cultivavam rebeldia e ingratidão;


e homens e mulheres, que se brutalizaram no vício, rogam a frustração genésica e, ainda, o suplício da epiderme deformada ou purulenta, que provoquem repugnância e consequente desinteresse dos vampiros, em cujos fluidos aviltados e vômitos repelentes se compraziam nos prazeres inferiores.


Se alguma enfermidade irreversível te assinala a veste física, não percas a paciência e aguarda o futuro.


E se trazes alguém contigo, portando essa ou aquela inibição, ajuda esse alguém a aceitar semelhante dificuldade, como sendo a luz de uma bênção.


Para todos nós, que temos errado infinitamente, no caminho longo dos séculos, chega sempre um minuto em que suspiramos, ansiosos, pela mudança de vida, fatigados de nossas próprias obsessões.


Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Justiça Divina. Lição nº 42

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Contempla a beleza da Terra - a nossa Velha Escola - para que a treva do pessimismo não te negreje a estrada anulando-te o tempo na regeneração do destino.


Não será fazer lirismo inoperante, mas sim descerrar os olhos no painel das realidades objetivas:


- Repara o sol que é luz sublime e infatigável...


- O céu a constelar-se em turbilhões de estrelas, novas pátrias de luz, exaltando a esperança...


- A fonte que se entrega, mitigando-te a sede...


- A árvore generosa a proteger-te os passos...


- A semente minúscula abrindo-se em flor e pão...


- O lar aconchegante a guardar-te, ditoso.


Tudo no altar da natureza é prazer de auxiliar e alegria de servir...


Entretanto, muitas vezes, trazemos em nós próprios, tristeza e crueldade por tóxicos da vida.


E renascentes do ontem, cujos minutos gastamos na edificação do próprio infortúnio, temos o coração como um pote de fel, aniquilando em nós as bênçãos da alegria.


Não podemos negar, a condição de espíritos prisioneiros, quando se nos desdobra a experiência no corpo, entretanto, é nesse cárcere oportuno e valioso que recapitulamos as nossas lições perdidas.


É na veste da carne que tornamos ao adversário do pretérito, à afeição mal vivida, ao obstáculo que se fez resultado de nossa própria incúria.


Não há, na Terra, mal senão em nós mesmos - mal de nossa rebeldia multimilenária diante da Eterna Lei gerando os males que nos marcam a imprevidência...


Descerremos, desse modo, as portas de nossa alma à luz da grande compreensão e buscando aprender com os recursos do mundo, que nos amparam em nome da Providência, reajustemo-nos no amor que entende e auxilia, purifica e serve sempre, na certeza de que, refletindo em nós os Propósitos Divinos do Bem que nunca morre, encontraremos, desde agora, nas complexidades e nevoeiros da Terra, o precioso trilho de nossa ascensão para o Céu.

Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Luz no Caminho. Lição nº 01

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